Águas da Prata

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Águas da Prata é uma cidade do estado de São Paulo que fica bem na fronteira com Minas Gerais, entre São João da Boa Vista (SP) e Poços de Caldas (MG). Estância hidromineral, abriga diversas fontes de águas e é um bom local para a prática de ecoturismo. Tive a oportunidade de visitá-la em março e deixo aqui dicas sobre como explorá-la.

Vista de Águas da Prata.

Vista de Águas da Prata.

A cidade

Águas da Prata é uma cidadezinha bem simpática que conta com cerca de 8 mil habitantes. Uma estação de trem charmosa fica bem no centro da cidade, e, pra todos os lados que se olha, há belas montanhas cheias de verde. Mas talvez a grande marca da cidade seja as numerosas fontes de água potável. Há diversas espalhadas pela cidade e muita gente vem com vários galões para abastecer.

Pra mim, os atrativos naturais são o melhor cidade, apesar de não serem amplamente divulgados. A cidade é cercada de mata preservada, logo há inúmeras possibilidades de trilhas e passeios em meio à natureza. Ir até as partes altas e tentar encontrar onde está seu hotel, a estação, a igreja é uma atividade boa (essa é minha dica pra quem vai ao Cristo da cidade). Há uma empresa especializada em fazer trilhas e esportes de aventura de forma geral, super recomendo também. Mas nem só de natureza vive a cidade, aproveitar algumas horas na feira e experimentar o bolo de milho feito na cidade é um ótimo programa também.

Curiosidade

Uma pessoa da cidade me contou que, pelo fato da cidade possuir muitas fontes de água potável, não há cemitérios, pois isso diminui o risco de infectar a água e deixá-la imprópria para consumo. Além disso, como a cidade é bem pequena, não há uma maternidade na cidade, sendo que os partos têm acontecido principalmente na cidade vizinha, São João da Boa Vista. Ou seja: ninguém nasce no município, e quem morre não fica por lá também.

Principais atrações

A cidade não é tão vasta em atrações, mas acho que cada uma vale a pena. Você é amante de trilha? Caso sim, vai adorar fazer as trilhas que a cidade oferece. Vamos fazer uma listinha então das principais atrações:

  • Feira: uma tradicional feira no centro da cidade. podem ser encontrados itens de artesanato e também comida. Recomendo fortemente o bolo de milho que várias bancas vendem. Bem junto à feira há uma trilha de cerca de 1km que leva até a nascente de uma das fontes de água. Recomendo pra quem gosta de andar.
Feira no centro de Águas da Prata. Boa pra comer um bolo de milho, encher as garrafas com água direto da fonte e ver uns macaquinhos.

Feira no centro de Águas da Prata. Boa pra comer um bolo de milho, encher as garrafas com água direto da fonte e ver uns macaquinhos.

  • Fontes de água: a cidade é marcada pelas suas águas, tanto que há duas empresas de água mineral na cidade, Águas da Prata (que leva o nome da cidade) e também Fonte Platina. Porém, se você estiver na cidade, não precisará ficar comprando água, pois há várias fontes espalhadas na cidade: fonte Vilela, fonte do Padre, fonte da Juventude, entre outras.
  • Centro histórico: um simpático centro histórico. Recomendo visitar pelo menos a estação ferroviária e a igreja, além de ver alguns prédios antigos por fora. A propósito, para os amantes de ferrovias, praticamente todos os dias um trem de cargas passa pela cidade vindo ou indo para Poços de Caldas, sendo uma boa oportunidade para tirar fotos.
Pátio da estação ferroviária na cidade.

Pátio da estação ferroviária na cidade.

  • Paróquia Nossa Senhora de Lourdes: a igreja é um ponto de referência, sendo possível vê-la a partir de diversos pontos da cidade. Durante a noite ela é iluminada e fica muito bonita.
  • Cachoeira Cascatinha: uma cachoeira pública à beira da rodovia que vai para Poços de Caldas. Dá pra chegar andando a partir do centro, só cuidado que alguns trechos são ruins para pedestres.
  • Trilha das sete quedas (que na verdade são doze): o meu passeio predileto. É uma trilha difícil (não exige que você seja um atleta, mas exige preparo físico) que começa na linha do trem, entra em mata fechada e segue o rio passando por 7 quedas (mais 5 menores que não são contadas). O percurso tem cerca de 13km e demora de 4 a 5 horas para ser feito. Recomendo fortemente fazer a trilha com o pessoal da Prata Expedições, uma empresa local especializada em esportes de aventura. O motivo é que a trilha não tem nenhuma sinalização e há animais selvagens, principalmente cobras pelo caminho. Os guias não vão deixar você se perder e estão preparados para o caso de emergência.
Uma das sete quedas. Águas bonitas e violentas ao mesmo tempo.

Uma das sete quedas. Águas bonitas e violentas ao mesmo tempo.

  • Mirante do Cristo: um mirante de onde é possível ver várias partes da cidade, inclusive a cidade vizinha (São João da Boa Vista). Para quem gosta de subidas, recomendo ir andando, mas dá para chegar de carro.
Indo até o Mirante do Cristo você pode ter esta vista da cidade.

Indo até o Mirante do Cristo você pode ter esta vista da cidade.

  • Pico do gavião: um dos lugares onde não fui, mas vi muita gente falando dele. Fica bem afastado do centro e é melhor ir de carro até lá.

Com algum tempinho conto mais sobre alguma(s) das atrações em outro post. 🙂

Onde ficar

A cidade tem algumas opções de acomodação. Até onde sei, não há hostels, mas há pousadas e hotéis com bons preços. Entre eles:

Certamente há outros locais, mas não quero correr o risco de recomendar algum lugar que não sei se existe. Conhece um bom lugar pra ficar por lá? Me conte nos comentários! 🙂

Como chegar

  • De carro: a cidade fica à beira da rodovia SP-342, entre São João da Boa Vista e Poços de Caldas. É uma viagem rápida a partir de Campinas-SP.
  • De ônibus: a (imensa) rodoviária (de duas plataformas) da cidade recebe ônibus de São João da Boa Vista e também da empresa Cometa, que faz viagens diretas para São Paulo, Campinas, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, São João da Boa Vista e  Poços de Caldas.
  • De avião: acho que o mais prático é descer em Viracopos (VCP, Campinas), ir até a rodoviária da cidade e depois fazer o resto de ônibus.
  • De trem: há projetos de um trem turístico entre Águas da Prata e a vizinha Poços de Caldas, vamos esperar pra ver o projeto sai do papel um dia. Por enquanto só trens de carga passam pela cidade.
  • A pé: maratonistas podem vir das cidades próximas. 😛
Talvez este seja seu ponto de chegada, a "imensa" rodoviária da cidade.

Talvez este seja seu ponto de chegada, a “imensa” rodoviária da cidade.

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