Memorial do Cerrado em Goiânia

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O que vem à sua cabeça ao pensar na palavra “cerrado”? Uma vegetação com árvores secas? Pois bem, o cerrado é um bioma brasileiro que concentra uma diversidade de fauna e flora, além de uma identidade de um povo, já que se estende por diversos estados brasileiros. Em Goiânia-GO existe uma atração que guarda a memória do cerrado e conta muito sobre a região, o Memorial do Cerrado. Então, caso tenha viagem planejada pela região, por que não aproveitar e passar por lá?

Memorial do Cerrado

O Memorial do Cerrado é um local com diversas instalações sobre o cerrado e está localizado no campus 2 da PUC de Goiás. Seu conteúdo aborda tanto o ponto de vista da natureza do bioma quanto a sua ocupação. Algo que gostei do memorial é que ele é composto de várias partes, logo não é só um museu com um monte de objetos. O Memorial é composto pelo Museu de História Natural, Vila Cenográfica de Santa Luzia, Aldeia indígena, Quilombo e Trilhas Ecológicas. Vou dividir o post falando um pouco de alguns desses lugares.

Entrada do Memorial do Cerrado, já dentro da PUC.

Entrada do Memorial do Cerrado, já dentro da PUC.

Museu de História Natural

Essa é a parte tem mais “cara” de museu. São apresentados painéis para contar a evolução geológica da Terra. A parte legal são cenários montados, alguns com bonecos de animais (alguns empalhados), além de réplicas de sítios arqueológicos. O ponto negativo fica pela “originalidade” do acervo em si: há um amplo acervo, mas grande parte dele é de réplicas de objetos, e não dos originais. Como essa é provavelmente a primeira parte do Memorial que você vai visitar, não gaste mais de uma hora aqui e separe tempo para as outras partes, que são mais interessantes (na opinião deste que escreve).

Parte externa do Museu de História Natural.

Parte externa do Museu de História Natural.

Vila Oceanográfica de Santa Luzia

Se você já visitou a cidade de Goiás (antiga capital do estado ou Goiás Velho no bom goianês), vai se sentir como se estivesse lá. O local é uma réplica em tamanho real dos primeiros povoados coloniais da região norte. Há réplicas de comércios, quartos, praças, etc. É uma maneira interessante de viajar ao passado e ter uma ideia de como a vida era antigamente. Além da fachada, é possível entrar nas construções e ver os ambientes (quarto, cozinha, locais de trabalho, etc) montados.

Parte da vila oceanográfica. É possível entrar nas casas e ver os cenários internos montados.

Parte da vila oceanográfica. É possível entrar nas casas e ver os cenários internos montados.

Aldeia indígena e Quilombo

Essas foram as minhas partes preferidas do Memorial. A primeira é uma réplica em tamanho real de uma aldeia indígena. Ela é formada por um pátio circular com as casas em volta. Cada casa tem os objetos que eram usados pelos indígenas: camas de palha, redes, animais (empalhados) pendurados nas paredes, entre outros. Tudo parece muito rudimentar, assim é interessante pensar como os indígenas usavam (e usam) recursos simples para viver.

O quilombo também é uma réplica em tamanho real de um refúgio de escravos no cerrado. Para mim, é interessante a comparação entre o quilombo e a aldeia: ambos são muito parecidos. Mudam os materiais das paredes, mas as casas são pequenas e estruturas parecidas. Ambos têm uma área comum (um pátio). Ambos têm ferramentas simples  e móveis parecidos. Pensar em como foi a vida dessas pessoas é uma reflexão para nós, pois vemos que não precisamos de tanto para viver.

Centro da aldeia com vista para algumas casas.

Centro da aldeia com vista para algumas casas.

Trilhas

Por fim, não perca a oportunidade de andar pelas trilhas. Elas não são longas, algumas são usadas para acessar o quilombo e aldeia indígena, mas há também algumas só para caminhada mesmo. Mas atenção: quando chove, as trilhas ficam com muito barro. Aconselho um calçado fechado e que não ofereça risco de escorregar pra aproveitar melhor o passeio.

Parte das trilhas do Memorial do Cerrado.

Parte das trilhas do Memorial do Cerrado.

Dicas práticas

  • Caso esteja em uma época de chuvas, ligue antes para confirmar se o local está aberto. Quando fui, ele ficou dois dias fechado devido a uma chuva. Como há várias trilhas de terra, ir em um dia muito chuvoso pode ser ruim;
  • Caso seja estudante, leve a carteirinha (há desconto);
  • Leve câmera fotográfica;
  • Vá com tempo para poder aproveitar tudo (recomendo separar entre 2 e 3 horas para o passeio).

Como chegar

Talvez essa seja a parte mais difícil. O Memorial está localizado dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás, campus II. É longe do centro, e talvez fora de rota para a maioria das pessoas. Fui de carro e, para facilitar, o lugar que você tem que chegar é aqui (portaria da PUC): https://www.google.com.br/maps/place/Campus+II+PUC+GO/@-16.735113,-49.2142593,18z.

Não utilizei ônibus, mas as linhas 002, 014, 021 e 952 vão para lá. A propósito, o Google Maps monta trajetos usando transporte público em Goiânia. O site da RMTC também ajuda a planejar a viagem.

Visitação e contato

Dias e horários de funcionamento: terça à sábado das 09:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00. Pelo que entendi, entre 12:00h e 14:00h, não há ninguém na bilheteria, mas quem entrou de manhã pode continuar a visita normalmente.

Site: http://www.ucg.br/ucg/institutos/its/site/home/secao.asp?id_secao=123

Página com mais informações de contato: http://www.ucg.br/ucg/institutos/its/site/home/secao.asp?id_secao=6&id_unidade=1

Telefone: (62) 3946 1723

Preço do ingresso: R$12 (em janeiro/2016). Há meia entrada para estudantes.

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