A histórica Paranaguá

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Paranaguá é uma cidade no Paraná que pode ser facilmente encaixada em um roteiro entre Curitiba e a Ilha do Mel (temos um post sobre a ilha aqui). Apesar de não possuir um montão de atrações, é possível preencher pelo menos um ou dois dias de atividades, em geral de graça ou com valores baixos. Fundada em 1648, a cidade tem vários atrativos históricos, além de uma importância notória por seu porto, um dos mais importantes do Brasil (o maior porto para transporte de grãos).

Visão do rio de onde os barcos saem em Paranaguá. Lá no fundo dá pra ver as estruturas do porto.

Visão do rio de onde os barcos saem em Paranaguá. Lá no fundo dá pra ver as estruturas do porto.

Sobre a cidade

Paranaguá é a cidade mais antiga do Paraná. Fundada em 1648, seu porto hoje é o grande motor da economia local. Localizada no litoral, Paranaguá tem uma parte no continente e também algumas ilhas. A Ilha do Mel é oficialmente parte do município, mas outras ilhas estão presentes, como a Ilha dos Valadares, que é alcançável por uma ponte, um dos cartões postais do município. Além do barco até a Ilha do Mel, outros passeios de barco existem, além de várias construções à beira do rio. A propósito, todos os barcos pequenos saem do rio Itiberê, que deságua no Oceano.

A cidade é rica em história. Vários dos pontos de interesse para visitas são locais com centenas de anos. O centro histórico é fácil de visitar todo a pé. Não há (até o meu conhecimento) praias boas para banho, mas há uma espécie de “praia” à beira do rio onde dá para molhar os pés e entrar um pouco na água.

A misteriosa Fonte Velha de Paranaguá. Arrisco dizer que é um lugar mal assombrado (mas vale a visita, viu?).

A misteriosa Fonte Velha de Paranaguá. Arrisco dizer que é um lugar mal assombrado (mas vale a visita, viu?).

O que fazer

Vou listar rapidamente alguns lugares para visitar (em uma ordem arbitrária). Alguns deles merecem um post só para eles, com tempo preparo essa tarefa. Vamos lá:

  • Mercados municipais: visite os dois. O mais novo é um grandão perto do antigo. O antigo é um predinho muito peculiar bem no meio de uma praça bem grande.
  • Aquário Municipal: acho que é a grande atração do local. Centenas de peixes e animais aquáticos em exposição. Se tiver coragem, há um tanque onde é possível tocar raias sob a supervisão de um funcionário. Há também pinguins que se perderam nadando no oceano e foram levados para o aquário. A entrada é paga mas há alguns descontos, como estudantes e associados da Hostelling International. Um dos poucos programas pagos.
  • Ponte e Ilha dos Valadares: a ponte de acesso à ilha é muito bonita e feita para pedestres. Tire algumas fotos e, se for curioso, cruze-a e ande um pouco pela ilha.
  • Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR: um dos meus programas favoritos. O acervo do museu tem muito sobre arqueologia e mostra um pouco das técnicas usadas por tal trabalho. Mas o que gostei mesmo foi o prédio: o museu fica em um prédio antigo muito bonito, com construções de pedra interessantes. A visita é gratuita e é possível doar dinheiro ao final da visita para o projeto.
  • Andar pela beira do rio: bom programa para ir conhecendo as partes históricas da cidade e ver os prédios antigos de perto, além de curiosidades como o “postos de gasolina” para barcos.
  • Estação ferroviária: este é um local que eu não sei se estará aberto quando você for (quando fui não estava). Depois que o trem de Curitiba a Morretes deixou de ir até lá, a estação ficou abandonada e vários problemas estruturais apareceram. A população já reivindicou ações do governo para preservar o local, fazendo um abraço coletivo em volta da estação. Quando passei por lá, vi que o mato estava bem alto (é possível ver pela entrada do trem). Quando eu voltar à cidade conto se algo mudou por lá (se você esteve por lá, me conte aqui nos comentários 🙂 ).
  • Fonte velha: um local um pouco “misterioso”. Cercado de uma praça, é uma espécie de poço, onde talvez os antigos navegadores passassem para carregar seus barcos com água doce. Há uma história sobre um possível antigo túnel secreto. Parece um local mal assombrado.
  • Igreja Nossa Senhora do Rosário: o mais interessante sobre o local é que foi construído na década de 70…. 1570! Sim, a igreja é mais velha que o próprio município. Passou por várias reformas mas ainda está presente no centro histórico, sendo tombada como patrimônio histórico.
  • Ônibus turístico: Paranaguá tem um ônibus turístico que passa por vários pontos da cidade. Não sei exatamente como e quando funciona pois não usei, mas há indicações nos pontos de ônibus por onde ele passa.
  • Visita a um navio de carga: um morador local me informou que é possível, em um dia da semana e horário, ir no porto e visitar um dos gigantes navios de carga, conhecendo-o por dentro. Não sei exatamente como funciona porque não fiz tal passeio. Se alguém tiver informações sobre como funciona me conte depois nos comentários 🙂 .
Antigo mercado municipal da cidade.

Antigo mercado municipal da cidade.

Como chegar

Paranaguá está localizada a cerca de 90 Km da capital Curitiba. Para chegar lá, as principais opções são:

  • De carro: sei que por Curitiba há duas rodovias até o local, uma rápida (BR-277) e a Estrada da Graciosa (PR-410). Recomendo a segunda pelas belas paisagens.
  • De ônibus: de Curitiba, tome um ônibus da Viação Graciosa.
  • De avião: vá até Curitiba, do aeroporto tome um ônibus até a rodoviária (há ônibus executivos e tradicionais), e de lá siga de ônibus. Há um pequeno aeroporto em Paranaguá, mas não há serviços regulares de passageiros, mas vai que algum leitor tem um jatinho particular, hehe.
  • De trem: faça o passeio de Curitiba até Morretes (contei dele aqui), em Morretes vá pra rodoviária e pegue um ônibus de linha entre Morretes e Paranaguá. Com certeza é a maneira mais interessante de chegar na cidade, mas uma das mais demoradas e mais caras também. Antigamente o trem parava em Paranaguá aos domingos ao invés de Morretes, mas isso deixou de acontecer.

Você pode entrar ilegalmente em um trem de carga que vá até o porto de Paranaguá, mas essa opção eu realmente não recomendo. Apesar dos grandes riscos envolvidos, há quem faça isso.

Ponte com acesso para Ilha dos Valadares. Ah, todos locais das fotos deste post ficam pertinho uns dos outros (dá pra fazer tudo a pé)

Ponte com acesso para Ilha dos Valadares. Ah, todos locais das fotos deste post ficam pertinho uns dos outros (dá pra fazer tudo a pé).

Onde ficar

Há vários lugares para ficar. Fiquei no primeiro e vou deixar a impressão de outros dois:

  • Hostel Continente: único hostel da cidade (na parte continental, i.e., excluindo a Ilha do Mel). Já fui em hostels da Hostelling International e me decepcionei um pouco com este, por vários motivos (funcionários pouco informados, banheiros sujos, entre outros). No entanto, um bom custo benefício se a estadia for curta). O site é este: http://www.hostelcontinente.com.br/, mas eu recomendo olhar o facebook deles também, onde as informações podem estar mais atualizadas. Uma das grandes vantagens deste hostel é que ele fica exatamente em frente ao trapiche para pegar o barco para Ilha do Mel
  • Hotel Ideal: pelo que vi, é um hotel bem simples e barato, com preços parecidos ao de um hostel. Se eu fosse lá de novo, ficaria nele para ver como é. O site do hotel é bem ruim, mas há fotos e informações recentes na página deles no facebook (recomendo mandar um inbox se você quiser perguntar algo a eles): https://www.facebook.com/Hotel-Ideal-467148766698331/.
  • Hotel Camboa: se dinheiro não é o problema, este é o seu hotel (diárias por volta de 300 reais para duas pessoas, contra menos de 100 reais para os outros dois). Não apenas um hotel, mas sim um resort, com piscina, quadra de tênis, restaurante e outras mordomias. O site é este: http://www.hotelcamboa.com.br/.

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